Eduardo virou estorvo para o irmão e para o cárcere do pai
Eduardo virou estorvo para o irmão e para o cárcere do pai
Eduardo Bolsonaro fez o pior para si mesmo da melhor maneira que pôde. Pavimentou seu próprio caminho para o inferno. Até Valdemar Costa Neto já notou que o personagem se consolidou como um estorvo para a campanha do irmão e para o cárcere do pai, conspirando contra sua permanência no domicílio prisional.
Eduardo sobe uma ladeira íngreme, sob forte temporal. Diante de uma tempestade perfeita, a providência mais óbvia seria abrir o guarda-chuva. Mas a reincidência no desatino faz do óbvio algo tão inútil quanto um guarda-chuva sem o pano que o recobre.
As intempéries caem sobre a cabeça de Eduardo sem anteparos. Autoexilado, foi cassado e enxotado da folha da Câmara. Perdeu o bonde de uma disputa em que seria favorito para o Senado. Está na bica de ser demitido da boquinha de escrivão da PF. E acaba de ser intimado a prestar depoimento em 14 de abril no caso em que é réu no Supremo por obstrução de Justiça e coação.
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Como se tudo isso fosse pouco, Eduardo teve a má ideia de postar nas redes um vídeo dizendo que a filmagem, feita num encontro conservador do trumpismo, seria vista pelo pai, que está proibido pelo Supremo de manusear equipamentos eletrônicos e frequentar as redes sociais.
Intimada por Alexandre de Moraes a se explicar, a defesa sustentou que Bolsonaro não visualizou o vídeo. Michelle Bolsonaro se apressou em postar nas redes que mesmo que o enteado tivesse enviado a filmagem ela não seria exibida ao marido. Sobreveio a declaração de Valdemar de que a família precisa resolver suas diferenças.
Nesse contexto, os ataques de Eduardo a Moraes e suas críticas à "grande mídia" podem soar como um bom desabafo. Mas não se confundem com solução para o presidenciável da dinastia, empenhado em vender a tese segundo a qual seria um "Bolsonaro moderado".
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