O recado vigoroso de Rubio para a Europa e o Ocidente
O recado vigoroso de Rubio para a Europa e o Ocidente
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Em meio ao ziriguidum do Carnaval e à tal "homenagem" feita ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela escola Acadêmicos de Niterói na Marquês de Sapucaí, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, deu um recado poderoso para a Europa e para o mundo que passou quase despercebido no Brasil, mas está dando o que falar lá fora.
Seu discurso histórico, realizado no fim de semana na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, principal fórum independente de debate sobre a política de defesa global, foi um dos mais relevantes e abrangentes já feitos sobre o futuro da civilização ocidental e da aliança dos Estados Unidos com a Europa.
Pelo entusiasmo com que foi recebido pela elite política europeia presente ao encontro, pode-se afirmar, sem medo de errar, que o pronunciamento de Rubio se tornou, desde já, uma referência nas discussões sobre o fim da velha "ordem mundial" e as mudanças geopolíticas que estão em curso, sob a batuta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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É possível concordar ou discordar do diagnóstico apresentado por Rubio, considerado por um contingente crescente de republicanos como o grande nome do grupo para disputar a sucessão de Trump em 2028. Pode-se concordar ou discordar também das soluções que ele propôs para fortalecer os laços entre os EUA e a Europa, em novas bases. Não dá, porém, para ignorar o que ele disse.
Mesmo quem sofre da chamada Síndrome Anti-Trump e não pode nem ouvir falar do presidente norte-americano terá de levar em conta suas palavras, se quiser entender melhor o que de fato está por trás da atual política externa dos EUA. Até porque a trilha que Rubio apontou é a que o mundo deverá seguir nos próximos anos, apesar da choradeira da esquerda de todas as tonalidades — do cor-de-rosa desbotado ao vermelho-escarlate — que propaga a narrativa do "Trump malvadão" pelo mundo afora.
Aplaudido de pé por um auditório lotado, com a presença dos principais líderes políticos europeus e de altos funcionários de organizações multilaterais, o comandante da diplomacia norte-americana exaltou as relações históricas dos Estados Unidos e da Europa desde os tempos de Cristóvão Colombo. Rememorou também as dificuldades que eles atravessaram juntos na luta contra o comunismo e a Cortina de Ferro durante a Guerra Fria, quando, segundo Rubio, milhares de anos da civilização ocidental estavam por um fio.
"Nós nos unimos não apenas contra o que lutávamos; nós nos unimos pelo que lutávamos", disse. "E juntos, os Estados Unidos e a Europa (Ocidental), prevaleceram, e o continente se reconstruiu. Nossos povos prosperaram. Com o tempo, os blocos do leste e do oeste se reunificaram. E a civilização se tornou um........
