A herança perversa deixada por Haddad na economia
A herança perversa deixada por Haddad na economia
Na visão de economistas dóceis, de bolsões da Faria Lima e da mídia amiga, o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que deixou o cargo na quinta-feira para se candidatar ao Palácio dos Bandeirantes a pedido do presidente Lula, era uma "voz moderada" no governo petista, cujas realizações contribuíram para melhorar o cenário econômico do país.
Segundo sua claque, que propagou tal narrativa desde a sua posse em 2023, ele teria deixado um legado positivo, ao implementar a reforma tributária sobre o consumo e evitar o pior na área fiscal. Teria entregue também bons indicadores na economia real, como a menor taxa de desemprego da história, a menor inflação das últimas décadas e um crescimento significativo do PIB (Produto Interno Bruto).
Escorado em números "dourados" produzidos nos laboratórios de narrativas do governo e do PT, o próprio Haddad parece acreditar que sua gestão foi uma maravilha e que ele operou uma espécie de "milagre econômico" no país.
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Ao olhar pelo retrovisor, porém, o que se observa é um quadro bem diferente. Em vez do contraponto que ele teria representado às ideias heterodoxas do chefe, Haddad foi, na verdade, o fiador e o executor disciplinado dos devaneios de Lula.
Com sua fala mansa, ele fez o que estava ao seu alcance para viabilizá-los, revestindo-os de aparente racionalidade, e para aparar arestas com a turma das finanças. Não por acaso o tom de suas declarações em seus últimos dias na Fazenda foi de "missão cumprida".
Foi por isso, provavelmente, que ele resistiu por mais de três anos no cargo e ainda foi escalado por Lula para disputar o governo paulista contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e lhe dar um palanque no estado, numa eleição nacional que promete ser disputada cabeça a cabeça até a contagem do último voto.
Mas, para boa parte da sociedade, fora da bolha do PT e de seus aliados, Haddad, chamado de Taxad por seus opositores por sua compulsão pelo aumento de impostos de todos os tipos, foi um dos piores ministros da Fazenda na história recente do país — e não vai deixar saudades.
Segundo uma pesquisa Genial/Quaest divulgada em fevereiro, 54% dos entrevistados afirmaram desaprovar a condução da economia pelo governo Lula e 41% declararam aprová-la. Outro levantamento feito com representantes do mercado financeiro em janeiro apontou que 52% dos entrevistados avaliaram de forma negativa a gestão da economia no atual governo e apenas 18%, positivamente. Os demais 30% a consideraram como regular.
Complexidade do sistema
A reforma tributária, que deveria ter como principais objetivos a simplificação do cipoal de impostos e a redução da carga de tributos,........
