Última homenagem: cinzas de corpo de menina dão a volta ao mundo pelo mar
Última homenagem: cinzas de corpo de menina dão a volta ao mundo pelo mar
Em julho de 2021, a menina inglesa Eloise Jackson, então com apenas 7 anos de idade, morreu vítima de um acidente, quando pedalava sua bicicleta diante de sua casa, na cidade de Wiltshire, no sudeste da Inglaterra.
Após um tempo traumatizada, a família de Eloise resolveu dar início a uma série de ações e atividades, visando homenagear a filha e deixar algum legado da sua breve passagem pela vida.
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Entre outras coisas, os pais de Eloise promoveram uma intensa campanha de arrecadação de fundos para entidades de caridade, usando para isso a triste popularidade que Eloise ganhou no Reino Unido com sua morte prematura, dando inclusive palestras, nas quais contavam como aprenderam a lidar a com a ausência para sempre da filha.
Foram quatro anos assim, prestando seguidas homenagens à Eloise e coletando recursos para ajudar os mais carentes.
Cinzas humanas a bordo
Até que, no ano passado, o pai de Eloise, um executivo apaixonado por competições de barcos à vela, teve uma ideia que, a princípio, parecia um tanto absurda para ser levada à sério pela maioria das pessoas.
E a ação resultou na maior de todas as homenagens que a pequena Eloise já teve: as cinzas do seu corpo cremado foram embarcadas em um dos barcos que estão participando da regata Clipper Round the World Race, e estão, desde agosto último, dando a volta ao mundo pelo mar. No momento, na metade do percurso.
Eloise é 11ª tripulante do nosso barco e tem desembarcado conosco a cada parada em um novo porto Dylan Kotze, comandante do veleiro Warrant, que vem transportando as cinzas da menina mares afora
"Ela faz parte da equipe"
As cinzas do corpo de Eloise viajam dentro de uma pequena urna funerária em forma de troféu, que passa a maior parte do tempo alocada em um local de honra na cabine do barco, mas frequentemente é levada pela tripulação do veleiro para o convés, a fim "apreciar a viagem", além de sempre desembarcar nas paradas que os competidores fazem, ao final de cada etapa.
"Eloise faz parte do nosso time e está sempre conosco", acrescenta o capitão do veleiro, que está longe de ser um dos favoritos para vencer a competição (está em último lugar neste momento, entre os dez barcos participantes), mas desde o começo tem atraído a de todos, justamente pelo que transporta.
Gostava do mar e de viajar
A Clipper Round the World Race é uma competição de veleiros oceânicos um tanto diferente, porque exige que apenas o comandante de cada barco seja experiente, e metade da tripulação formada por novatos na arte da navegação, o que, inclusive, seria o caso da pequena Eloise — embora seu pai seja um velejador amador bastante atuante e seu avô tenha sido dono de barco, no passado
"Eloise sempre gostou do mar e de viajar. Então, decidimos unir as duas coisas em uma só homenagem, explica Laura Jackson, mãe da menina, que também criou uma página no Facebook para estimular as doações de caridade em nome da filha, batizada de Eloise's Army ("Exército de Eloise", em português).
"Não teve tempo de fazer isso em vida"
Quando a regata terminar, no mês de julho, no mesmo local de onde partiu, em Portsmouth, na Inglaterra, está programada uma grande recepção aos barcos competidores, com ênfase especial ao veleiro no qual viajam as cinzas de Eloise, que se estivesse viva completaria 12 anos de idade daqui há duas semanas, no próximo dia 16 de março.
Eloise vai celebrar a data fazendo duas coisas de gostava muito: do mar e de viajar Laura, mãe de Eloise
Em seguida, as cinzas do corpo da menina "voltarão para casa", de acordo com sua mãe, após terem "passeado pelo mundo".
Ela não teve tempo de fazer isso em vida, mas, de certa forma, está fazendo a viagem que todo mundo adoraria fazer. Ficamos felizes por ter conseguido viabilizar isso
"Até a BBC vai estar na chegada da regata, por causa dela", diz Laura, numa referência a maior rede de comunicação do Reino Unido.
"A memória de Eloise merece isso", completa, emocionada Laura, que é mãe de dois outros filhos, mas não passa um minuto sem pensar na pequena Eloise.
Uma múmia dentro do barco
Embora proposital, não foi a primeira vez que os participantes da regata de volta ao mundo Clipper Round the World Race viveram uma experiência incomum relacionada ao final de uma vida.
Em 2016, a tripulação de um dos barcos que competiam nesta mesma regata protagonizou aquele que até hoje é considerado um dos mais bizarros encontros já ocorridos nos oceanos: o do corpo automumificado do velejador alemão Manfred Bajorat, que foi encontrado em perfeito estado (embora ele já estivesse morto há meses), no interior do seu barco.
Na época, o macabro achado de uma espécie de múmia dentro de um barco foi notícia no mundo inteiro, e trouxe à tona um fenômeno raro, mas perfeitamente possível de acontecer no mar, como pode ser lido clicando aqui.Clique aqui para assistir alguns vídeos com outras impressionantes histórias do mar.
Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.
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