Brasil traça mapa para ir de coadjuvante em terras raras a líder em 15 anos
Brasil traça mapa para ir de coadjuvante em terras raras a líder em 15 anos
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Para além da provocação do presidente Lula, que mandou Donald Trump não se preocupar só com a atuação da China em terras raras, mas começar a recear o avanço do Brasil, técnicos do governo federal traçaram um verdadeiro mapa da mina para o país virar, dentro de 15 anos, uma potência mundial nesses 17 minerais críticos.
Conduzido pelo CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos), ligado ao MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), o relatório reúne os pontos cruciais da cadeia de processamento de terras raras, identifica o estágio do Brasil e dos concorrentes e traça os horizontes para o país ir da extração dos minerais à construção dos ímãs permanentes. Na visão da pasta, o estudo apresenta os fundamentos do que deve ser a futura estratégia brasileira para terras raras.
Bases das indústrias do futuro —da aeroespacial à de energia, dos carros elétricos à bélica, passando pela inteligência artificial— os ímãs viraram crise geopolítica quando a China usou seu domínio absoluto em terras raras para contrapor todas as ameaças tarifárias e econômicas dos Estados Unidos na segunda passagem de Donald Trump pela Casa Branca. Como ela ganhou todas as quedas de braço, os olhos se voltaram para o Brasil, dono da segunda maior reserva mundial destes minérios, atrás apenas dos chineses. Mas, se agora o assunto:
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é discutido no Congresso Nacional, onde tramita um marco legal;
corre no Executivo, onde Lula reúne ministros e especialistas para falar de uma estratégia sobre o tema e, segundo interlocutores, se surpreende com as ações do Brasil;
vira pauta eleitoral, já que o pré-candidato à presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), trata nosso país como "solução para EUA terem minerais de terras raras";
e até suscita a inusitada parceria entre um estado brasileiro, o de Goiás, e um país soberano, os EUA?
Saibam que o Brasil já jogou uma chance fora há quase 15 anos. O estudo do CGEE é uma atualização de outro mapa da mina, feito pela mesma instituição em 2012.
Perdemos [o bonde]. Se tivéssemos começado a executar o que estava proposto lá atrás, estaríamos 30%, 40% à frente de onde estamos. Talvez não precisássemos de dez anos, mas de cinco, para fazer componentes e sistemas. Estaríamos em outra posição. Muito do que está no roadmap tecnológico outros países fizeram, mas nós nãoAnderson Gomes, diretor-presidente do CGEE
Ainda assim, o físico que integra a ABC (Academia Brasileira de Ciências) e preside a Academia Pernambucana de Ciências vê na condição do Brasil e no alinhamento em torno do assunto motivos para ter esperança.
O negócio está tão bom que chega a dar medoAnderson Gomes
O Brasil possui em seu solo 21% da concentração mundial de terras raras, atrás apenas da China, com 44% das reservas, e muito à frente dos EUA, com 1,9%, segundo o USGS (serviço geológico norte-americano). Na........
