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'Caça-deepfake' brasileira atrai políticos e revela descaso de big techs

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11.05.2026

'Caça-deepfake' brasileira atrai políticos e revela descaso de big techs

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Quase todo brasileiro já tropeçou em uma deepfake na internet, o que nos torna mais expostos a manipulações com fotos de pessoas criadas ou modificadas com inteligência artificial do que americanos e britânicos. E, mesmo alvejados por imagens sintéticas, nossa capacidade de distinguir entre alguém real e um indivíduo completamente inventado tem a precisão de uma moeda jogada para cima.

É o cenário perfeito para um caos eleitoral, ainda que, segundo ordem do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), as deepfakes deverão ser sinalizadas e, em certo momento do pleito, proibidas nas redes. Como a restrição vale só para os políticos, se as falsificações forem feitas por apoiadores —ou detratores—, segue o baile. E pode ter certeza de uma coisa: diante de uma comunicação dominada por redes sociais com vontade molenga de conter a avalanche de foto e vídeo de gente que não existe, você provavelmente só contará com essa baixíssima habilidade de identificar falsidades para decidir se acredita ou não em vídeos gerados por IA mostrando seu candidato ou os adversários dele fazendo coisas abomináveis.

As grandes empresas de tecnologia até têm seus métodos de deteção, que funcionam direito mesmo se o conteúdo sintético for feito pelo serviço dela. É nesse ambiente de incertezas que um serviço brasileiro insinua uma mudança. Criado nas barbas das big techs, o SignaIP não nasceu para ser um "caça-deepfake", mas acaba agindo assim. Mesmo aberta só para convidados, a plataforma da startup InspireIP já foi procurada por um grande partido político com pretensões presidenciais, apurou Radar Big Tech. E, sem querer, a ferramenta revela outra coisa para lá de incômoda: o descaso das donas da IA.

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Criada em 2020 pela advogada Caroline Nunes, a InspireIP lida com propriedade intelectual em plataformas digitais. Ela associa blockchain, a revolucionária tecnologia nascida com o bitcoin, e contratos inteligentes para gerar provas jurídicas de que um objeto digital pertence a uma empresa. Um desafio, já que todo mundo está a uma captura de tela de possuir qualquer imagem na internet. Mas a era da IA jogou a empresa em outra direção:

Para garantir que chatbots de IA não explorem conteúdo protegido, a empresa encontrou a solução ideal em uma tecnologia desenvolvida pelas big techs;

Sim, parece estranho, mas foi isso mesmo: Adobe, Microsoft, Intel, ARM, Truepic e BBC se uniram para criar a C2PA (Coalizão para Autenticidade e Origem de Conteúdo, na sigla em inglês), responsável por construir um protocolo para toda a indústria. Na prática, o rótulo digital é inserido em imagens, vídeos e áudios saídos de aparelhos eletrônicos e serviços digitais. Invisível aos olhos humanos, o selo mostra todo o histórico de edições, o que inclui modificações feitas por IA;

Logo se juntaram ao grupo Amazon, Google, Meta, Microsoft, OpenAI, TikTok, Samsung e Huawei, que se comprometeram a incluir o certificado nos conteúdos criados em suas plataformas;

Ainda que tenha sido criado em 2021, o consórcio só começou a emitir licenças do uso do rótulo nas ferramentas das integrantes em junho de 2025. Em maio deste ano, a InspireIP virou a primeira brasileira da lista;

Como é algo novo, apenas 52 produtos usam a tecnologia em sua versão plena e........

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