Apertem os cintos: a comida e a bebida encolheram
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Recentemente estive no Resid, bar em São Paulo que tem o chef Alex Atala como um dos sócios.
Em uma mesa, duas mulheres bebiam um drinque rosado em um copo alto.Notei o mesmo coquetel sendo consumido pela mulher de um casal ao meu lado.Procurei no menu, imaginando que era o drinque assinatura da casa, e não achei nada parecido. Perguntei ao garçom do que se tratava.
Chamava Aurora e era um coquetel proteico sem álcool.A base de 20g de proteína, frutas vermelhas, limão e manjericão."Não está no menu ainda", ouvi.Mas estava em basicamente todos os Stories feitos por clientes do bar.
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Ali entendi tudo: a coqueteleira deu lugar ao shaker.O bar virou academia.O restaurante virou clínica.O drinque virou suplemento.
Vivemos na sociedade da performance, onde tudo vira sinal de desempenho nas redes sociais.Até ir ao bar agora será símbolo de comprometimento com o shape e a meta de proteína?
O mocktail do Resid Bar é um exemplo perfeito de como as redes sociais aceleram esse comportamento.O drinque não está no cardápio. Mas está no Instagram.E é exatamente esse tipo de conteúdo ( funcional, estético, inusitado) que performa melhor no momento........
