Vento político e falta de detalhe põem em dúvida tamanho de corte de Flávio
Vento político e falta de detalhe põem em dúvida tamanho de corte de Flávio
Feita em julho, quando Flávio Bolsonaro ainda era um azarão na disputa presidencial e não contava com o apoio de nomes de peso do mercado financeiro, a promessa de um ajuste fiscal equivalente a 1,5% do PIB passou a enfrentar dúvidas diante da falta de detalhamento dos cortes e dos compromissos assumidos pelo candidato, agora com perspectiva de chegar ao poder.
O plano de governo apresentado por Flávio promete um "tesouraço" nas despesas públicas, com a extinção de pelo menos dez ministérios, redução de cargos comissionados e uma reforma administrativa, mas não quantifica a economia esperada.
O número de 1,5% do PIB não aparece escrito no plano, mas foi apresentado em sucessivas reuniões com investidores antes do primeiro turno.
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O desafio é que mais de 90% das despesas primárias sujeitas ao limite fiscal são obrigatórias, sobretudo Previdência, pessoal e benefícios sociais, o que deixa pouca margem para um ajuste da ordem de R$ 200 bilhões sem mudanças nas regras que determinam esses gastos.
Nos últimos dias, a coluna conversou com diversos integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro, que descartam a possibilidade de detalhar as medidas de ajuste fiscal antes do segundo turno.
Segundo esses interlocutores, a definição das propostas dependerá da........
