Ministros do STF foram até Moraes defender domiciliar para Bolsonaro
Ministros do STF foram até Moraes defender domiciliar para Bolsonaro
O movimento pela concessão da prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro ganhou adeptos dentro do próprio Supremo. Nos últimos dez dias, integrantes da corte próximos a Alexandre de Moraes foram até o ministro advogar pelo benefício ao líder nacional do PL.
Ao menos dois integrantes do STF conversaram longamente com Moraes sobre o tema.
Segundo os relatos, os colegas disseram ao ministro que, dado o agravamento do quadro de saúde do ex-presidente, mantê-lo na Papudinha, em Brasília, ainda que sob monitoramento médico em tempo integral, abarcaria um risco dispensável a Moraes neste momento.
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Os magistrados também argumentaram que, até aqui, a manutenção da prisão de Bolsonaro em regime fechado se amparava em laudos técnicos da equipe médica que atendia o ex-presidente, mas que a dupla pneumonia havia alterado o quadro —e recomendava maior cautela, inclusive cercando o próprio Supremo de cuidados.
A concessão da domiciliar, argumentaram os ministros a Moraes, por fim, blindaria a corte de instrumentalização política por um eventual novo revés no quadro de saúde do ex-presidente.
O intenso desgaste a que o Supremo e o próprio Moraes foram submetidos nos últimos meses por conta da crise deflagrada pelo caso Master está no pano de fundo dessa articulação, embora o caso não tenha sido mencionado nas conversas com o magistrado.
Tudo o que o STF não precisa neste momento, disse um dos ministros à coluna, é de nova polêmica que aumente os ataques políticos à corte.
Moraes concedeu a prisão domiciliar humanitária, não sem antes listar toda a gama de privilégios e cuidados que cercaram o período de Bolsonaro na prisão. Foram 206 atendimentos médicos, três visitas regulares por dia, acompanhamento de fisioterapeuta, psicólogos e visitas familiares liberadas.
O ministro ainda deixou uma porta aberta para a revisão do benefício daqui 90 dias, prazo que, como escreveu, é o recomendado na literatura médica como máximo necessário para uma plena recuperação de um quadro de pneumonia em idosos. Bolsonaro tem 71 anos.
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Sergio Antonio Alves de Lima
Eu sou contra, bozo tem que pagar pelos seus exageros
Marcio Henrique Rodrigues
Por mim tudo bem, desde que volte pra PAPUDINHA em breve..
Que vergonha os membros do STF sendo subservientes a esse homem que se julga mais e melhor que seus pares.
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