Polícia indicia 4, mas não acha mandante de incêndio à casa de Rueda em PE
Polícia indicia 4, mas não acha mandante de incêndio à casa de Rueda em PE
A Polícia Civil de Pernambuco concluiu o inquérito sobre o incêndio que atingiu as casas do presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e de sua irmã, Maria Emília Rueda, em Serrambi (PE). Em 11 de março de 2024, os imóveis de praia parcialmente destruídos pelo fogo em uma ação criminosa.
Após dois anos de investigação, a polícia não identificou um mandante da ação e apontou quatro pessoas (dois seguranças e duas diaristas) como executoras dos incêndios, que foram indiciadas pela prática por incêndio criminoso, que prevê pena de três a seis anos de prisão.
O relatório final do caso, finalizado em 2 de março, foi enviado para o Ministério Público de Pernambuco, que vai decidir se denuncia ou não os indiciados.
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O documento também foi enviado para o STF, onde há uma ação em que Rueda diz que foi ameaçado pelo deputado federal Luciano Bivar —a ação tramita em sigilo, sob relatoria de Nunes Marques. No caso do incêndio, a investigação da polícia pernambucana não achou nada contra Bivar.
A perícia feita no local descartou causas naturais ou acidentes, como curto-circuito, confirmando que o fogo foi iniciado de forma intencional.
Segundo a investigação, o fogo teve múltiplos focos iniciais no interior das residências e que os incêndios ocorreram de forma simultânea nas duas propriedades, o que reforça a tese de que mais de uma pessoa participou da execução.
"Restou evidente que a dinâmica do delito foi cuidadosamente planejada, levando em consideração a escassez de câmeras de segurança no local e o horário em que o crime foi praticado, após o anoitecer", diz o relatório final da "Operação Flama", assinado pelo delegado Ney Luiz Rodrigues.
Para chegar aos suspeitos, a polícia cruzou dados de receptação de sinais por torre de celular, quebras de sigilo bancário e telemático, além de imagens de câmeras de segurança.
Confira o papel atribuído a cada indiciado. Os nomes serão omitidos porque o UOL não conseguiu entrar em contato com os suspeitos ou seus advogados, para apresentarem suas versões.
Vigilante 1 da usina - Trabalhava em uma usina próxima e estava de plantão naquela noite. Ele é apontado como a peça central na coordenação e um dos executores diretos. No momento do crime, usava o telefone funcional da usina; o sinal foi captado na área exata das residências. A investigação descobriu que ele fez um PIX de R$ 20 para um posto de combustíveis na data do incêndio e tentou apagar o registro de ligações do aparelho funcional para ocultar sua presença no local.
Vigilante 2 da usina - Indiciado como coautor do incêndio. O relatório cita que ele mentiu à polícia afirmando que estava de folga em outra cidade, mas sinais de seu celular confirmaram sua presença no condomínio no horário do crime. A polícia descobriu ainda que ele possui 20 registros de boletins de ocorrência de incêndios similares em seu antigo local de trabalho, o que sugere um padrão de conduta especializado.
Diarista vizinha: Esposa que recebeu ligações do vigilante antes e durante o crime e teria auxiliado com informações em tempo real. Ela trabalha em uma residência a menos de 50 metros das casas incendiadas e omitiu a proximidade no primeiro depoimento, além de apresentar contradições sobre seu paradeiro.
Diarista da casa da irmã Rueda - A funcionária detinha as chaves da casa de Maria Emília. Segundo a polícia, sua conduta foi determinante para facilitar a entrada dos executores sem a necessidade de arrombamento na residência em que trabalhava.
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