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Justiça afasta delegado-geral de AL suspeito de liderar fraude em concursos

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Justiça afasta delegado-geral de AL suspeito de liderar fraude em concursos

O delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier, foi afastado do cargo por ordem da Justiça Federal. Ele já tinha sido alvo de mandado de busca e apreensão no dia 18 de março, suspeito de liderar uma organização criminosa que fraudava concursos públicos.

A ordem de afastamento de 60 dias foi dada pela juíza Cristiane Lage, da 16ª Vara Federal da Paraíba, no último dia 30. Ela atendeu pedido da PF (Polícia Federal), alegando que ele poderia comprometer a apuração dos fatos.

A investigação está sendo feita pela Paraíba porque foi lá que começou uma suposta fraude, inicialmente ao CNU (Concurso Nacional Unificado) de 2024. Os núcleos operacionais estavam localizados na cidade de Patos (PB). O esquema foi contado pelo UOL em outubro de 2025.

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A PF diz que foram citadas, além do CNU, fraudes nos concursos das polícias Científica, Civil e Militar de Alagoas, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

Além de Xavier, a ordem também determinou o afastamento do agente de polícia Eudson Matos, que a PF alega ser o "porta-voz" das ordens do delegado-geral.

Matos está detido na Central de Flagrantes de Maceió. Ele teve prisão decretada em abril pela Vara Criminal de Várzea Grande (MT), acusado de tentativa de assassinato do empresário Adriano César Barreto. Também responde a uma acusação de assassinato em Alagoas.

Segundo a PF, a fraude envolve a entrada de um fotógrafo no local de prova, que repassava o exame a professores. Eles então o solucionavam e enviavam o gabarito a pessoas que pagavam valores de até R$ 500 mil ao grupo.

Xavier foi citado em uma colaboração premiada de Thyago José de Andrade, que seria um dos chefes do grupo em Patos. Ele afirmou que o delegado-geral passou a exercer poder de comando na organização ao coagir integrantes. Ele faria ameaças para que o grupo realizasse fraudes em benefício de seus aliados.

Segundo o MPF (Ministério Público Federal), o delegado-geral alagoano teria passado a "direcionar o trabalho do grupo" para pessoas de seu círculo íntimo.

Xavier é suspeito de ter determinado fraudes para aprovar sua esposa no CNU 2024, para o cargo de auditora-fiscal do trabalho, e seu irmão em concursos do Banco do Brasil (2023) e da Prefeitura de Arapiraca.

Além deles, a esposa de Matos foi aprovada no concurso na Polícia Científica de Alagoas, por suposta determinação de Xavier.

Outro ponto citado é que o delegado-geral é apontado como o responsável por mandar avisar o colaborador Thyago de Andrade sobre o cumprimento de mandados judiciais da Polícia Federal cerca de 15 dias antes da deflagração de uma fase da operação.

Os investigados na operação, diz a PF, poderão responder pelos crimes de fraude em concurso público, concussão, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A coluna procurou a assessoria da Polícia Civil de Alagoas para saber se a corporação ou mesmo Gustavo gostariam de comentar o afastamento, mas não obteve retorno.

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