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Gigante coreana dá calote bilionário, deixa R$ 109 na conta e pede falência

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19.01.2026

Responsável por erguer uma das maiores obras privadas do Ceará, a Posco Engenharia e Construção do Brasil — criada para esse negócio pela gigante siderúrgica sul-coreana Posco Engineering & Construction Co — deixou um rastro de calotes que deve alcançar R$ 1 bilhão.

Após o início da operação da usina siderúrgica CSP (Companhia Siderúrgica do Pecém), em 2016, a empresa deixou de pagar trabalhadores e fornecedores contratados, além de acumular débitos com o fisco brasileiro.

O contrato para erguer a usina foi de US$ 5,5 bilhões (R$ 28 bilhões a valores atuais), valor que foi integralmente pago.

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Desde março de 2023, a CSP pertence à ArcelorMittal, que adquiriu o empreendimento em uma operação de US$ 2,2 bilhões (R$ 11,8 bilhões).

Alegando crise insanável, a Posco tomou uma medida rara no meio empresarial: pediu autofalência à Justiça cearense em setembro de 2025. Ao todo são 40 empresas declaradas pela Posco diretamente.

Com isso, ficam paralisadas as cobranças judiciais e a incidência de juros, além da centralização de processos em um único juízo e frustração dos credores.

No pedido, a empresa reconhece uma dívida de R$ 644 milhões — valor considerado subestimado por credores, que já informaram à Justiça débitos que ficaram de fora da relação apresentada e questionam montantes declarados.

Débitos reconhecidos:

Um dos valores contestados é o débito junto à PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional), informado em R$ 30,2 milhões. Em petição apresentada em 1º de dezembro, a Fazenda Nacional afirma que o valor correto é de R$ 42,7 milhões e pede a........

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