Lula viu 'clima melhor' para Messias no Senado, mas Alcolumbre discorda
Lula viu 'clima melhor' para Messias no Senado, mas Alcolumbre discorda
O presidente Lula cedeu a alguns apelos ao anunciar ontem que iria finalmente enviar a documentação de Jorge Messias ao Senado para iniciar os trâmites para a sabatina que chancelará (ou não) a indicação do ainda ministro da AGU (Advocacia-Geral da União) ao STF (Supremo Tribunal Federal).
A avaliação feita no Planalto é de que o clima estaria melhor e que as resistências teriam diminuído.
Um dos fatores para isso, segundo auxiliares do presidente Lula, seria a situação de Rodrigo Pacheco, que deve selar a filiação ao PSB hoje e concorrer ao governo de Minas Gerais, como Lula vinha defendendo.
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Nas palavras de um ministro palaciano, Pacheco teria diminuído a resistência a Messias e sinalizado que votaria a favor do indicado de Lula. Pacheco era o nome preferido para ocupar uma cadeira no STF de Davi Alcolumbre, presidente do Senado.
A demora do presidente Lula estava incomodando alguns aliados e a pressão estava crescendo com a proximidade do período eleitoral. Alguns parlamentares que estiveram com o presidente começaram a alertar que era melhor "arriscar perder" do que deixar Brasília ser esvaziada.
O diagnóstico feito foi de que quanto mais próximo da eleição: mais difícil fica. O quórum no Senado cai, as prioridades já são outras. "O 'menos pior' (sic) era enviar agora", disse uma fonte do Senado, que destacou que a longa espera de Messias- anunciado oficialmente em novembro do ano passado - já estaria criando constrangimentos.
"Buscarei novamente o diálogo com todos os senadores e senadoras, pois este é um momento que exige entendimento", disse Messias ontem, após o presidente Lula afirmar na reunião ministerial que os trâmites de sua indicação finalmente seriam destravados.
'Nem ajudar e nem atrapalhar'
Lula e Alcolumbre não se encontraram pessoalmente ainda. Do lado do Planalto, auxiliares dizem que os dois conversaram recentemente. Auxiliares de Alcolumbre, no entanto, dizem que não houve ligação recente, afirmam que o presidente do Senado sabia que o governo iria enviar em breve a documentação de Messias, mas que não tinha sido informado que Lula anunciaria ontem.
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Até as 23h30, a SEDOL, departamento do Senado responsável pelo recebimento e envio de Documentos Legislativos não havia recebido a documentação de Messias. A Casa Civil, que ontem teve a despedida de Rui Costa, com direito a polêmicas de brigas com outros colegas, afirmou que enviaria tudo até às 22 horas. Depois, não respondeu mais.
Alcolumbre reagiu afirmando que ele estava tranquilo e disse a colegas que a avaliação sobre o clima da Casa tinha que levar em conta um quadro delicado para o governo. A leitura do presidente do Senado é que a oposição está organizada, o senador Flávio Bolsonaro está em pré-campanha e subindo nas pesquisas.
Apesar disso, com o destino de Pacheco selado, e o escândalo do Master incomodando a classe política, Alcolumbre afirmou a aliados que não está com disposição no momento de ajudar ou de atrapalhar.
De qualquer forma, uma coisa Alcolumbre já tem como resposta pronta ao governo. Foi o presidente Lula que segurou a documentação de Messias nos últimos quatro meses. Alcolumbre chegou a marcar sabatina, apresentar um calendário e teve que recuar a espera do governo.
"O Planalto não pode exigir celeridade", diz um aliado de Alcolumbre, ressaltando que o rito para encaminhar a indicação para a CCJ "é totalmente prerrogativa dele".
Messias afirmou ontem à coluna que pretende dar "continuidade à minha jornada no Senado com humildade e fé". Conforme mostrou reportagem do UOL, o indicado de Lula ao STF conta com um apoio improvável do ministro André Mendonça, indicado ao STF por Jair Bolsonaro.
Os dois são evangélicos, casados, pais de um casal de filhos e servidores de carreira e desenvolveram uma admiração mútua nos últimos meses.
Mendonça tenta virar votos de senadores de oposição. Argumenta que, em pautas de costumes, Messias estará alinhado a princípios conservadores. E na conduta pública respeitará padrões técnicos e de discrição.
"Como profissional do direito, sempre valorizei o diálogo e a conciliação como as melhores maneiras de resolver conflitos. Reafirmarei meu compromisso com essas credenciais", afirmou Messias ontem.
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