ACM Neto e Rueda recebiam 10% de aportes de previdências, diz Vorcaro
ACM Neto e Rueda recebiam 10% de aportes de previdências, diz Vorcaro
O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em proposta de delação, que os dirigentes do União Brasil ACM Neto e Antônio Rueda atuaram em favor do Banco Master em institutos de previdência dos estados em troca de 10% dos valores investidos na instituição.
A investigação sobre os dois políticos veio à tona após o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes divulgar um relatório de inteligência da Polícia Federal que cita a suposta demora do ministro André Mendonça em autorizar uma operação contra Rueda.
As propostas de delação de Vorcaro foram negadas pela PF e pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por falta de informações inéditas e ausência de garantias para a devolução dos valores oriundos das fraudes. O banqueiro tenta reabrir as negociações por uma colaboração premiada, sem sucesso.
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Procurado, Rueda, candidato a deputado federal no Rio de Janeiro e presidente do União Brasil, disse ter "dificuldade em se pronunciar sobre documento ao qual não teve acesso" e negou irregularidades.
ACM Neto, que é candidato a governador na Bahia pelo União Brasil, afirmou que as "insinuações são absurdas, completamente fantasiosas e mentirosas" (leia a íntegra das manifestações no fim deste texto).
Entenda abaixo os detalhes do que disse Daniel Vorcaro na terceira proposta de delação premiada enviada pelo banqueiro, a que o UOL teve acesso.
A proposta de delação afirma que ACM Neto e Rueda teriam atuado para abrir as portas ao Master nos institutos de previdência do Rio de Janeiro, do Amapá e do Amazonas, além da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro).
Como resultado dessa movimentação, o Master teria captado R$ 2 bilhões, segundo relato do ex-banqueiro.
Pela versão de Vorcaro, a aplicação da alíquota de 10% teria gerado uma obrigação de R$ 200 milhões com os dois políticos do União Brasil. Ele não informou, contudo, quanto teria sido efetivamente pago.
Vorcaro afirmou também que, para "cada grupo político que captasse o investimento, seria destinado 10% do valor da aplicação ou 1% por ano que o recurso ficasse investido no Banco Master". O ex-banqueiro não explicou como era feita essa escolha.
Um anexo da proposta de delação trata especificamente da "captação de recursos........
