A tragédia que lavou a alma de 2025
O teatro e seus fazedores, por Andre Marcondes
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Expressa as ideias do autor e defende sua interpretação dos fatos
benefício do assinante
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
benefício do assinante
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Atores em cena da montagem de 'Senhora dos Afogados', com direção de Monique Gardenberg - Giovana Pasquini / Divulgação
Há uma ironia trágica e, simultaneamente, vital no fato de o Teatro Oficina Uzyna Uzona ter escolhido o ano de 2025 para encenar o afogamento de uma família. Dois anos após o desaparecimento físico de José Celso Martinez Corrêa (1937–2023), a companhia viu-se diante de um mar revolto, confrontada pela pergunta que pairava sobre todo o cenário cultural brasileiro: como navegar sem o seu timoneiro histórico? A resposta veio através de um mergulho vertical no abismo.
Sob a direção de Monique Gardenberg, a montagem de "Senhora dos Afogados" se configurou como um rito de passagem. Foi uma ressuscitação de boca-a-boca na alma do teatro nacional. O luto, transmutado em estética, revelou-se uma força motriz inigualável.
A produção ocupou a arena do Sesc Pompeia e a histórica pista da Rua Jaceguai. Operou um milagre profano ao resgatar o texto mítico de Nelson Rodrigues de 1947, considerado........
