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O investimento estrangeiro está mudando

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25.01.2026

Economista-chefe do Santander Brasil

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Durante décadas, o IED (Investimento Estrangeiro Direto, FDI, na sigla em inglês) foi visto como uma consequência quase automática do crescimento econômico: capital seguia mercados promissores, mão de obra abundante e custos competitivos. Esse mundo está ficando para trás.

Evidências acumuladas nos últimos anos mostram que o IED voltou a ser um instrumento ativo de transformação estrutural, capaz de moldar cadeias produtivas, deslocar centros industriais e redefinir a geografia econômica.

Um amplo estudo do McKinsey Global Institute (MGI), "The FDI shake-up: how foreign direct investment today may shape industry and trade tomorrow", analisa cerca de 200 mil anúncios de investimentos greenfield no mundo desde 2015 e aponta uma mudança relevante: o investimento produtivo internacional se reduz em número de projetos, embora com valores mais altos, tornou-se mais concentrado setorial e geograficamente, mais rápido em execução e claramente mais estratégico.

Desde 2022, cerca de 75% dos anúncios globais de IED têm se direcionado a setores "formadores do futuro": semicondutores, infraestrutura de inteligência artificial (data centers), baterias, veículos elétricos, energia e minerais críticos.

Antes da pandemia, esse percentual era pouco superior à metade. Em paralelo, investimentos em manufatura tradicional e serviços convencionais perderam espaço; tendência que também aparece em levantamentos recentes da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) sobre investimento produtivo global.

Essa transformação não é apenas setorial; ela é também geopolítica. O estudo mostra........

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