Voltar a Marilyn Monroe aos 100 anos é voltar a um mistério
Voltar a Marilyn Monroe aos 100 anos é voltar a um mistério
Por: Ana Claudia Paixão - via Miscelana
Ao longo dos anos, fosse em junho ou não, voltei mais de uma vez à história de Marilyn Monroe, entrevistando curadores, autores e fãs em diferentes oportunidades. Chegar ao marco centenário de seu nascimento é um pouco emocionante porque, embora tenha sido retratada, analisada e revisitada quase à exaustão, tanto Marilyn Monroe quanto Norma Jeane continuam sendo um mistério para todas as gerações de admiradores.
Sempre achei curioso ter me tornado admiradora de uma atriz que já era ídolo das minhas avós. Mais curioso ainda é perceber que millennials e até gerações mais novas continuam fascinados por ela. Isso me faz pensar que talvez exista uma ironia inevitável em Marilyn: justamente a artista desprezada por parte da crítica de sua época, manipulada pelos estúdios, subestimada intelectualmente, abusada em suas relações e encontrada morta, sozinha, aos 36 anos, tenha se tornado uma das únicas estrelas verdadeiramente eternas do cinema mundial. Vou dizer sem exagero: não vejo nenhuma outra sobrevivendo como ela. O rosto de Marilyn Monroe talvez seja o símbolo máximo de Hollywood.
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