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Duelo entre EUA e China derrama bilhões de dólares no Brasil

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17.06.2026

Duelo entre EUA e China derrama bilhões de dólares no Brasil

Desde outubro de 2022, Washington restringe a venda de chips avançados, aceleradores de inteligência artificial e máquinas de fabricar semicondutores para a China, no maior esforço de contenção tecnológica desde a Guerra Fria. O regime mudou de cara em 2026.

Em janeiro, o Bureau of Industry and Security afrouxou parte das licenças para modelos como o Nvidia H200 e passou a analisar a exportação caso a caso. Em 8 de junho, o Departamento de Defesa ampliou a lista de companhias que trata como empresas militares chinesas, com Alibaba, Baidu, BYD e a fabricante de chips SMIC.

A disputa tecnológica entre Estados Unidos e China virou política industrial brasileira sem querer. O governo norte-americano, desde os tempos de Bush, quer impedir que a IA avançada alimente o aparato militar e de vigilância chinês. Pequim leu o recado da mesma forma e passou a tratar tecnologia como questão de soberania. Os dois lados toparam pagar caro por isso.

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A contenção, pensada pelos EUA para frear a China, acelerou a China. Empresas chinesas sob sanção elevaram o gasto com pesquisa e desenvolvimento em 52,9% e os pedidos de patente em 57,6% em relação ao período anterior às restrições.

A DeepSeek é o caso mais visível. Em janeiro de 2025, a empresa lançou modelos de linguagem com desempenho comparável ao do ChatGPT o1 em testes de matemática e programação. Uma rodada oficial de treino do DeepSeek-V3 custou cerca de US$ 5,6 milhões, conta de 2,788 milhões de horas de processamento em GPUs H800 a US$ 2 a hora, segundo o relatório técnico da própria empresa. O número não cobre pesquisa anterior nem infraestrutura.

A consultoria SemiAnalysis estimou o gasto mais amplo em servidores em torno de US$ 1,6 bilhão. O modelo R1, aberto sob licença MIT, saiu de 20 a 50 vezes mais barato de usar que o o1, segundo a Reuters. Em abril de 2026, a DeepSeek mostrou uma prévia do V4 rodando em chip chinês........

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