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China já pensa em 2035 e vê empresas como 'verdadeira escola', diz autor

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28.01.2026

Yuanpu Huang não gosta de extremos. Quando fala da China, recusa tanto a narrativa da ameaça totalitária quanto a do milagre incompreensível. "Não estou aqui para empurrar agenda", repete com frequência. O que ele oferece é raro: uma tradução honesta de como a China realmente funciona por dentro.

Yuan, como prefere ser chamado, é pesquisador, empreendedor e autor do livro "Unpacking China". Ex-aluno da NYU Stern, já passou por mais de 60 países e está em sua turnê pela América Latina até o final de janeiro.

Chinês de Xiamen, com trânsito frequente pela América Latina, Europa e Estados Unidos, Yuan construiu carreira como ponte cultural. E não é filiado ao partido chinês. "Foi uma escolha que eu fiz para poder viajar e conhecer o mundo e outras culturas", afirmou ele em entrevista exclusiva ao UOL.

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O empreendedor não fala como Estado, nem como dissidente. Fala como alguém que pertence ao país e à cultura, mas que aprendeu a observá-los com distância suficiente para explicá-los a quem está fora. Sua palestra Unpacking China, realizada algumas vezes no Brasil, oferece o contexto que falta ao debate. E a palestra fica lotada de brasileiros curiosos todas as vezes.

A primeira tese de Yuan é estrutural. A inovação chinesa não é acidente, nem depende de gênios isolados. A inovação é sistêmica, e a China opera como uma engrenagem desenhada para inovar continuamente, em escala.

Um dos maiores erros do olhar ocidental, segundo Yuan, é tentar analisar a China com categorias liberais clássicas.

O Estado chinês não funciona como empresa, mas como maestro. Ele coordena, alinha interesses, reduz fricções internas e aumenta competitividade externa.

Empresas estratégicas operam em simbiose com o poder público. O resultado é velocidade de execução que impressiona e assusta o mundo. "Não entender esse papel do Estado é não entender a China. E não entender a China é........

© UOL