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Os delírios do ministro

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05.09.2026

É penoso, mas inevitável, falar do tema, pois Luís Neves ainda não se deu conta de que entrou em contramão na autoestrada e continua a pensar que todos os outros é que estão em sentido errado. Ao longo das últimas semanas, foram várias as viúvas do antigo diretor da Polícia Judiciária (PJ) que defenderam a honra do atual ministro da Administração Interna, sem quererem ver os argumentos apresentados, justificando tudo com o passado impoluto de Luís Neves. Que, como agora tem sido demonstrado à saciedade, tem tanto de impoluto como André Ventura tem de moderado. O legado de Luís Neves na PJ era conhecido, pelo menos de alguns jornalistas, e era notório que havia espaço considerável para muitas dúvidas. A história dos bitcoins, das 200 armas, das colocações e das promoções, circulava há muito tempo, e algumas das histórias foram sendo contadas, embora a fama de Neves servisse para abafar tudo. Isto para não se falar nos dois processos em que a PJ foi afastada: a Operação Marquês e a Influencer.

Não quero dizer com isto que o antigo diretor da PJ era um poço de defeitos, mas também não quero dizer que era um poço de virtudes. Durante os cerca de 20 anos que esteve na PJ – oito como diretor nacional – o país assistiu a grandes operações da força policial, mas também a ações........

© SOL