O racismo e o wokismo
Há dias li uma notícia que me chamou a atenção pelo crime hediondo e pelo insólito da discrição. Rezava a mesma que um condutor de TVDE, aproveitando um ’corte’ na A5, desviou-se do percurso pretendido pela cliente, e meteu-se por Monsanto, tendo aproveitado a zona para violar a «mulher de origem africana». Não percebi se a senhora é portuguesa ou estrangeira, mas sei que o condutor do TVDE não tem origem, pois as notícias são omissas quanto a esse pormenor. A parvoíce instalada de ‘esconder’ a identidade dos supostos criminosos é altamente contraproducente, pois só dá azo às especulações - o homem até já foi detido e alegou que a cliente ‘consentiu’ na relação sexual, algo que as agressões que a mesma apresenta, aparentemente, desmentem. Lembrei-me de contar esta história depois de uma amiga jornalista me ter mandado uma mensagem a constatar que agora ninguém fica indignado com a publicação das escutas e fotos do caso Epstein, quando num passado recente tanto se indignaram com a divulgação de conversas do processo Face Oculta e da Operação Marquês. Onde andam essas almas indignadas? Ou será que no caso Epstein tudo é pedofilia? Não, não é, apesar de ser tudo grave.
O que se passa é que boa parte da ‘cambada’ que grita mais alto do que os outros só gosta de liberdade e de democracia quando lhes dá jeito e se insere na narrativa que tanto apreciam. São sonsos, hipócritas e fico-me por aqui, pois não se justifica gastar muito latim com esses pequenos ditadores de costumes e linguagens. O caso Epstein, à semelhança dos referidos processos Face Oculta e Operação Marquês, tem de ser denunciado e divulgado. A diferença para aqueles que censuraram a publicação de escutas dos processos portugueses é que Epstein está ligado a Donald Trump, e todas as provas assim o indiciam, portanto, pode publicar-se tudo. Se o caso só envolvesse Bill Clinton tenho dúvidas que fosse tão falado. A verdade não pode obedecer a cores partidárias, de raça, género e por aí fora.
Mudando de assunto, Vinícius Jr., jogador do Real Madrid, é muito ‘chegado’ ao racismo. Na sua equipa, como nas adversárias, não faltam jogadores negros, amarelos e demais cores, mas só o craque da equipa de Madrid é que sofre de racismo. Por que será? Joguei alguns anos federado e não gostava da linguagem usada por alguns dos meus colegas e adversários, e nada tinha a ver com racismo, apesar de insultos dessa índole. Lembro-me de alguns colegas da defesa passarem o jogo todo a dizer que o ponta de lança adversário cheirava mal, que a mãe era isto e aquilo, que o preto da Guiné assado, e por aí fora. São formas de estar em campo que sempre contestei, mas faz parte do jogo. É o mesmo que se passava quando o caixa de óculos jogava à frente e o geleia ia à baliza, nos jogos de rua. Esta história das pessoas se ofenderem por tudo e por nada é ridícula e só é alimentada por aqueles que gostam de gritar que a sociedade é racista e que devemos todos nos autoflagelar pelo passado colonialista.
Voltando a Vinícius Jr, o magnífico jogador pode passar ao lado de uma carreira ainda mais brilhante por causa destes disparates - ou será que na sua e nas outras equipas não há outros jogadores negros? E qual então a razão para não haver mais queixas dos colegas e adversários? Que tal o craque brasileiro pedir ajuda a um compatriota que chegou a comer uma banana quando lha mandaram num clássico entre o Real Madrid e o Barcelona? E o que quereria dizer a cabeça de porco que os adeptos do Real Madrid ‘atiraram’ a Luís Figo quando este se transferiu para capital espanhola? Se Prestianni, o suposto agressor, fosse racista como conseguiria ele jogar com tantos colegas negros? Acredito que será mais uma questão de estupidez do que outra coisa.
Francisco Rodrigues dos Santos, antigo líder do CDS/PP, não tem vergonha de ser feliz, como dizem os brasileiros. O homem que levou o CDS/PP à pior votação da sua história, vem dizer que se tivesse 70% do eleitorado a votar contra si que pintava a cara de vermelho, numa referência a André Ventura que conseguiu convencer 1.729.894 de portugueses. Chicão, como é conhecido, conseguiu que o CDS passasse de 212.774 votos em 2019 - elegendo cinco deputados - para 89.113, zero deputados. Não haverá nenhuma marca de tintas que patrocine a auto-pintura de Chicão?
Um médico em cada casa
Os números não deixam margens para dúvidas: os portugueses ficam mais vezes doentes à segunda e sexta-feira do que em qualquer outro dia. Um bom exemplo disso foi o dia 2 de janeiro, uma sexta, em que 5.921 pessoas apresentaram a autodeclaração de doença. Já em 2025, em média, 1.478 pessoas deixaram de trabalhar diariamente, fazendo de médicos de si próprios.
O Governo americano decidiu que as companhias aéreas norte-americanas só podem contratar pilotos devido ao seu mérito e não por questões de inclusão. E depois digam que o mundo não estava louco com esse fascismo/comunismo chamado wokismo. A segurança não era o mais importante!
Morreu o nosso colega e amigo Miguel Peixe. Era um gráfico à antiga, e talentoso, que gostava de ler os textos enquanto os paginava. E tinha outra característica fundamental numa redação, dava bom ambiente.
