Cabelos ao vento no Irão
Ao ver as imagens de iranianas a festejar, na diáspora, a morte do aiatola Ali Khamenei, lembrei-me de uma história escrita por um dos melhores repórteres que este país já teve, Fernando Gaspar. Aquando da primeira Guerra do Golfo, Gaspar foi o enviado especial do Expresso, isto em 1991. Depois de ter andado pela Turquia, onde conheceu, nas montanhas, uns curdos que fugiam de Saddam Hussein e dos próprios turcos, acabou por os encontrar mais à frente no Iraque, sabendo quando chegou à redação da Duque de Palmela que a família tinha alcançado o seu sonho e que estava na América, onde tinha sido muito bem tratada, depois do Fernando lhes ter indicado um oficial americano que poderia ajudá-los.
Mas essa história fica para outras núpcias. A que quero contar, e que o Fernando me reavivou com um telefonema que lhe fiz, é a da sua saída do Irão, onde tinha conseguido entrar, apesar de durante quase um mês ter tido os seus passos controlados e de não ter ido onde queria. No voo de Teerão para Istambul, ficou nas últimas filas e, como só via cabeças, distinguia os homens das mulheres pelos lenços que estas usavam. Assim que o avião saiu do espaço aéreo do Irão, e depois do comandante ter anunciado que os passageiros podiam desapertar o........
