Quinta-feira santa na televisão, só com suplementos de magnésio
A TVI foi a primeira a largar a mama do noticiário da hora de almoço, que terminou pelas 13h45 de quinta-feira, 2 de abril. Seguiu-se um quarto de hora de publicidade e, logo a seguir, o espaço de informação criminal de Conceição Queiroz, Em Cima da Hora. Em Cima da Hora só tem quinze minutos de duração, pelo que deveria chamar-se Em Cima do Quarto de Hora. O programa seria uma boa aposta TVI se contextualizasse os temas criminais lançados no noticiário do almoço da TVI e nas crónicas criminais do programa da manhã, mas como só tem um quarto de hora de duração e muitos temas para apresentar, acaba por ser apenas um enunciado de informação monotemática, com o alinhamento de crimes, acidentes, homicídios, raptos, sequestros, desaparecimentos e outros delitos menos nobres. No dia em questão, a Conceição Queiroz teve um exclusivo, que foi a descoberta do corpo do empresário desaparecido no Algarve, notícia essa que não tinha constado no noticiário da hora de almoço, e que ainda assim o espaço de Conceição Queiroz tratou como notícia de rodapé.
A SIC começou a sua programação da tarde pelas 14h15, hora do final do noticiário do almoço, com o talk show de Júlia Pinheiro, Júlia. A anfitriã anunciou que iria trazer “uma história de amor com muita felicidade e perda”, imaginei que se iria seguir um break comercial, mas Júlia Pinheiro tirou-nos o tapete e avançou imediatamente para o grande tema da tarde, a entrevista à viúva do ator Almeno Gonçalves, Patrícia Pinheiro. Almeno faleceu em novembro, depois de descobrir uns meses antes que sofria de um cancro no cólon. Júlia Pinheiro começou por perguntar se Almeno era daquele tipo de homens que só se preocupam com a saúde a partir dos 70 anos, Patrícia Pinheiro referiu que Almeno era hipocondríaco. Foi uma conversa difícil e delicada que Júlia Pinheiro apesar de tudo geriu com........
