Três bengaladas na cartola, três beijos e um pontapé
António José Seguro devia parar um bocadinho no seu frenesim discursivo e olhar para o exemplo do seu antecessor. Se há mal de que Marcelo Rebelo de Sousa tenha padecido no exercício dos seus mandatos presidenciais foi mesmo o de ter falado demais, banalizando a palavra do chefe de Estado e, assim, retirando-lhe poder e eficácia.
E Marcelo, professor universitário de cátedra, tem o dom da palavra e sabe medir cada sentença, sobretudo nos discursos escritos ainda que com acrescentos de improviso meticulosamente pensados ou de incontida e irresistível cedência a tentação maior do momento ou da circunstância.
Seguro não. E as frases redondas somam-se aos clichés e lugares comuns que predominam em intervenções muito pouco interessantes e nada impactantes.
Também por isso, devia poupar mais nas falas, para sua salvaguarda e para que seja ouvido quando tiver algo a........
