Será que o diabo, afinal, vem aí?
Portugal desaproveitou os últimos dez anos para se preparar para o que aí vem, ou melhor, para o que estamos já a viver.
Depois de oito anos de maioria parlamentar de esquerda, com os governos de pura gestão política de crises, mesmo com uma maioria absoluta, de António Costa, estes dois últimos anos de maioria de direita na Assembleia da República e de governos de AD liderados por Luís Montenegro não mudaram estruturalmente coisa alguma.
Ou seja, Pedro Passos Coelho tem toda a razão quando vem falar da necessidade de reformas e criticar a inação de governos e governantes que se limitam a controlar danos e a deitar dinheiro para cima dos problemas, sem verdadeiramente os atalharem nem, muito menos, terem um desígnio e um rumo para o país.
Quem o soube interpretar como poucos foi Sérgio Sousa Pinto, antigo eurodeputado socialista e, agora, um sempre inconformado comentador que tem a enorme vantagem de pensar pela sua cabeça sem estar obliterado por agendas partidárias ou de seguidismo militante.
Assumindo admiração, respeito e até amizade por Passos Coelho – com quem está a coordenar um trabalho sobre reformas estruturais e bloqueios da economia........
