O país sempre adiado
No reverso da medalha das contas certas, a redução do investimento público que se tornou regra orçamental há década e meia – primeiro como imposição da troika, a seguir pelas célebres cativações e opções políticas da dupla António Costa/Mário Centeno que virou escola incluindo para os Governos da AD de Luís Montenegro/Joaquim Miranda Sarmento – volta a sofrer mais um significativo (30%) corte no orçamento para 2027, uma vez esgotada a ‘bazuca’ do PRR - Plano de Recuperação e Resiliência, com o aproveitamento que se sabe.
O investimento público está há demasiados anos abaixo dos ‘mínimos olímpicos’.
E, como defende Nuno Palma, nem o ‘doping‘ dos fundos europeus serve para compensar, antes pelo contrário.
Com a inevitável consequência da falência das funções do Estado em todas as frentes: da Saúde à Justiça, da Educação aos Transportes.
Com o Parlamento fragmentado e sem vislumbre de uma maioria parlamentar capaz de suportar os ímpetos reformistas do Governo nem alimentar as expectativas de uma alternativa........
