As três estrelas da Anadia
Miguel Albuquerque equivocou-se quando, qual instrumental da cerimónia dos Óscares, quis calar Sebastião Bugalho no Congresso da Anadia, com a advertência «Aqui não há estrelas».
Primeiro, porque é claro que há!
A maior e mais reluzente das quais o líder do partido e do Governo, Luís Montenegro, a quem os congressistas – a começar pelos seus ministros – foram à Bairrada prestar vassalagem e declarar incondicional lealdade.
E há outras, mas já lá vamos.
Depois, porque é mau presságio e tudo menos de bom tom mandar calar aquele que passa a ser precisamente o porta-voz do partido.
Sebastião Bugalho, além de porta-voz, passou a ser um dos vice-presidentes do partido, colocando-se também na grelha de partida para, quando chegar o momento, entrar na corrida à sucessão de Luís Montenegro.
Na Anadia, o presidente do PSD seguiu o exemplo do secretário-geral socialista que é hoje presidente do Conselho Europeu quando chamou para a direção do partido todos os que já se posicionavam como putativos candidatos à sua sucessão – só não precisou de dizer que ainda está........
