A culpa é de Bruxelas?
Na ausência de ameaças de agressão ou de invasões, evoluiu-se para um inimigo externo institucionalizado, fruto da sinuosa construção europeia. À falta de nome próprio ou da referência a um órgão da União Europeia, o inimigo responde pelo nome de “Bruxelas”.
Bruxelas tem as costas muito largas, largueza onde sucessivos Governos tentam esconder as suas insuficiências. O processo decisório da União Europeia obriga à existência de uma posição comum do Conselho Europeu, onde Portugal tem assento e, na maior parte dos casos, à negociação com o Parlamento Europeu em sede de co-decisão. Não há decisões de Bruxelas em que Portugal não tenha podido estar envolvido. Com um módico de trabalho de negociação é possível construir uma minoria de bloqueio que obrigue a Comissão, os restantes Estados e o PE a levarem em linha de conta os interesses lusos.
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