“Trago uma pedra no bolso”
Roubo para este título um verso da banda Mães Solteiras, incluído no último, e muito recomendável, registo editado pela Omnichord Records no final de 2025 (“Vamos ser breves”). Considerações sobre panque-roque à parte, e desdobrando o sentido original do texto, dei por mim a especular sobre a pedra que normalmente carregamos no bolso, o telemóvel. Este equipamento eletrónico, que, no início, já teve peso e dimensões que se assemelhavam a verdadeiros calhaus, foi no início do século miniaturizado, tendo recuperado tamanho, e algum peso, com o aumento da sua capacidade de computação, a ligação à internet, e o consequente aumento do número de tarefas realizamos em qualquer lado a qualquer hora. Se a analogia entre pedra, tamanho e peso é relativamente direta, mas pouco relevante na prática, existem outras bem mais importantes.
A ligação mais óbvia está relacionada com a forma como estes equipamentos móveis se alimentam de energia. As baterias neles incorporadas são compostas por uma combinação de elementos químicos que incluí o lítio, o cobalto, o níquel e o cobre. Elementos químicos extraídos de minerais existentes em rochas........
