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Jornalismo e a importância de acreditar

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30.01.2026

A facilidade com que se atribui às sondagens a responsabilidade pelo desfecho de uma eleição é coisa que não deixa de me impressionar. Ainda agora, por ocasião da primeira volta das presidenciais, voltei a ouvir o velho e gasto argumento de que a Comunicação Social e as sondagens é que determinaram quais os candidatos que se apurariam para a disputa final. Meio século depois do 25 de Abril, realizados mais de setenta atos eleitorais no País, continuamos com uma conversa que desconsidera a real capacidade do eleitor para pensar pela sua cabeça. Para quem perde, pelos vistos, o problema não reside na sua falta de habilidade ou competência para convencer os portugueses das virtudes das teses e propostas com que se submete ao voto popular, mas sim numa conspiração alargada, que envolve empresas de comunicação, jornalistas e autores dos estudos de opinião. Tratar-se-ia de uma teia espúria, tecida de intrigas e com valores assentes em objetivos suspeitos, tudo construído em cima de correlações eivadas de falsidade. Enfim, é um peditório para o qual, sinceramente, nunca estive nem tenciono estar disponível para contribuir. Aceitar raciocínios deste tipo é o mesmo que pôr em causa o essencial dos princípios da atividade jornalística e deitar por terra a credibilidade das entidades que se dedicam à elaboração de estudos de mercado.

A questão fundamental........

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