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Charlatanices

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07.06.2026

A charlatanice que percorre a política portuguesa atingiu o seu expoente máximo esta semana. André Ventura, doutorado no ofício de prestidigitador, insistiu na ideia de que é possível fazer a quadratura do círculo. É legítimo que alguém queira sentar-se na cadeira do Poder. Revela-se, no entanto, condenável que o caminho para se lá chegar seja alcatroado a mentiras e ilusões. O líder do Chega vende tudo e mais alguma coisa, com o ar de pregador evangélico com que reveste as suas intervenções, sobretudo, quando por perto estão jornalistas, com microfones e câmaras de Televisão. Não interessa a viabilidade ou exequibilidade do que se promete. O importante é anunciar, anunciar e anunciar, carregando sempre nas mesmas teclas até que as pessoas se convençam de que há harmonia e beleza nas notas que saem de um piano arranhado sem piedade. As suas promessas de reduzir a idade da reforma, com o comboio de argumentos que as acompanham, só não são risíveis, porque o assunto é demasiado sério e há muito incauto em cada esquina.

O mundo está ameaçado pela intolerância, pelos extremismos e pela guerra. Não existe ninguém que não se interrogue sobre o dia de amanhã, à luz de uma realidade que se transforma todos os dias, pressionada pela insegurança (a praticamente todos os níveis) e pelo imparável avanço da tecnologia, que coloca em causa padrões tradicionais de produção. A sustentabilidade do emprego é questão que se situa no primeiro plano das........

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