Túmulos cheios de vida e um outro quase vazio
Volta e meia dão-me uns desejos sem razão aparente, um pouco como dizem que acontece com as grávidas. Existe, todavia, uma diferença significativa: em vez de me apetecer morangos ou nabos crus (já não recordo quem me contou essa, de que a meio da noite sentiu uma vontade imperiosa de comer nabos crus), apetece-me ler este ou aquele livro, de que só vagamente ouvi falar e cujo sabor desconheço por completo. Naturalmente, já tive algumas decepções.
Disse «sem razão aparente» mas talvez não seja exatamente verdade. Neste caso, pelo menos, sei que o desejo resultou da agradável leitura de algumas páginas de um romance de uma autora italiana acabado de publicar em Portugal. Tenho quase a certeza de que foi a sua evocação de um jardim em torno de um palacete em mau estado que me trouxe ao pensamento........
