Sindicalismo, responsabilidade e combate aos populismos
Quando há negociações, há sempre duas maneiras de atuar: procurar soluções que tornem um acordo possível ou, pelo contrário, fazer tudo para o inviabilizar, usando os médicos como arma de arremesso no combate político-partidário.
O SIM é um sindicato independente. Não está ligado a partidos, não responde a centrais sindicais nem a governos. Essa independência vê se na prática, nos muitos acordos assinados ao longo dos anos com Governos da República, Regiões Autónomas e várias instituições públicas, privadas e do setor social.
Não é função dos sindicatos pedir a demissão de governos ou de ministros. Esse papel cabe aos partidos e, em última instância, aos cidadãos nas eleições. Quando um sindicato entra nesse terreno, está a ultrapassar a sua missão e a desrespeitar a vontade dos portugueses expressa nas urnas. Pode garantir alguns minutos de protagonismo nos telejornais e agradar a certos egos, mas não resolve nenhum problema concreto dos médicos nem do Serviço Nacional de Saúde. E, pior, alimenta o crescimento dos populismos, tanto à esquerda como à direita.
Mesmo em........
