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‘…para valer!’

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23.03.2026

No desenrolar do tempo político afirma-se uma descontinuidade. Com a aparente desinstitucionalização ideológica e dos fundamentos de uma ética comum, emerge o ‘ser’ inerte e relativo. Ao invés da maturidade na existência social e na partilha da responsabilidade comunitária, esta fragmentação (re)constrói o oportunismo de uma não-ideologia, sob argumento da eficiência, que, em deriva, desencadeia um individualismo irracional, pujante em tribos digitais, em bolhas opinativas. Os fins passam a justificar os meios e questiona-se já a salvaguarda da dignidade humana, os princípios sobre os quais se construiu a humanista convivência democrática e das nações. Normaliza-se a contradição, a inverdade e a anomalia, como métodos lícitos, quebrando os alicerces da confiança, sem a qual a cultura democrática definha.

Estranho tempo este, em que ouvimos gente, em........

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