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O alerta que chegou tarde: a falha diplomática europeia perante a dependência tecnológica

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13.03.2026

Durante os últimos vinte anos, muitas embaixadas europeias em Washington trataram o complexo tecnológico americano como um dossiê económico entre outros. A rápida expansão da computação em nuvem, dos grandes centros de dados, das cadeias de valor associadas e da infraestrutura material e simbólica das redes sociais exigia outro nível de disciplina e densidade nas comunicações para as capitais: cartografia de dependências, análise de riscos de jurisdição e avisos precoces com números, não com adjetivos. Hoje, uma parte decisiva da economia europeia (banca, administração pública, saúde, indústria) assenta em infraestruturas, programas e serviços geridos sobretudo por um pequeno número de fornecedores sediados nos Estados Unidos. 

A falha terá sido, antes de mais, metodológica. O ofício diplomático inclui recolha de informação, análise, alerta e tradução em opções para a capital. No dossiê da nuvem digital, faltou capacitação do pessoal diplomático: poucos postos tinham perfis com literacia de infraestruturas digitais; não existia inventário vivo de dependências por setor; as notas eram descritivas, raramente comparáveis; e quase nunca traziam métricas que obrigassem o decisor a........

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