Mais uma vez, o Governo não geriu bem a comunicação durante tempos de crise
SÁBADO, 11Quem governa o Irão?
Há dois pontos importantes a sublinhar a propósito das cerimónias fúnebres do antigo líder iraniano, Ali Khamenei. A primeira foi a ausência do novo líder supremo (e seu filho), Mojtaba Khamenei. Foi uma ausência muito estranha, por várias razões. Em primeiro lugar, o antigo líder era o pai do novo líder. Em segundo lugar, foi a cerimónia pública mais importante desde a subida ao poder do novo líder. Por fim, o supremo líder é fundamental para a legitimidade política (interna e externa) de um regime como o iraniano.
Só há duas explicações para a ausência do novo líder iraniano. Ou está morto, e o Irão está a viver uma farsa enorme, o que não seria de espantar dada a natureza fraudulenta e sem quaisquer escrúpulos do regime iraniano. Ou está num estado de saúde muito débil que impede o aparecimento público ou mesmo gravações da sua imagem. Mas a conclusão é só uma: não é o supremo líder que governa o Irão. E ninguém sabe quem governa o país.
O isolamento diplomático crescente do Irão é a outra grande conclusão. Nenhum líder estrangeiro foi às cerimónias fúnebres. A China e a Rússia, os principais aliados do Irão, enviaram figuras secundárias, assim como os vizinhos com quem o Irão tem melhores relações, a Turquia, a Índia e o Paquistão.
DOMINGO, 12A fraqueza da polícia britânica
Foi humilhante ver polícias britânicos a fugirem de grupos de imigrantes marroquinos em Londres, durante os distúrbios causados pela derrota da seleção de Marrocos contra a França no Mundial de futebol. E isto aconteceu no centro de Londres, e não nos arredores. É muito triste assistir ao enfraquecimento da polícia britânica, um exemplo para toda a Europa num passado não muito distante. É o resultado de anos de sub-investimento........
