menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Educar para a IA, não apenas proteger das redes sociais

38 0
24.09.2026

O debate sobre a limitação do acesso dos jovens às redes sociais ganhou uma nova intensidade. Da Austrália a vários países europeus, multiplicam-se propostas para restringir a utilização destas plataformas por menores de idade. Também em Portugal, pais, educadores e decisores políticos interrogam-se sobre os efeitos de um ecossistema digital concebido para captar atenção, maximizar tempo de permanência e influenciar comportamentos.

As preocupações são legítimas. Ignorá-las seria um erro. Pois hoje existe evidência crescente sobre os impactos que uma utilização excessiva das redes sociais pode ter na saúde mental, na qualidade do sono, na capacidade de concentração e na exposição a conteúdos nocivos. Acresce a pressão social permanente, a comparação constante com vidas aparentemente perfeitas e a dificuldade de muitos jovens em distinguir informação credível de manipulação.

Assim, defender limites razoáveis à utilização destas plataformas não é um sinal de conservadorismo tecnológico. É uma resposta necessária para proteger os nossos adolescentes e jovens, especialmente em fases do desenvolvimento humano em que a maturidade emocional ainda não acompanha a sofisticação dos mecanismos de persuasão utilizados pelas plataformas digitais. Por estas razões, só posso concordar com a discussão de idades mínimas, mecanismos de proteção e regras mais exigentes para empresas que lucram com a atenção dos menores.

Mas o ponto que gostaria de destacar é o seguinte: talvez........

© SOL