Estamos em guerra
A esperança do pós-Guerra Fria de Europa livre de violência entre Estados foi abalada em 2014 com a invasão da Crimeia e deitado por terra em 2022 com a agressão russa contra a Ucrânia. Os cerca de 4500 quilómetros que separam Lisboa de Moscovo não significa que não haja razão para alarme porque não falamos apenas do desfilar de tropas.
O relatório, publicado a 11 de agosto pelo Congressional Research Service – o braço de investigação independente do Congresso norte-americano –, devia estar na mesa de qualquer decisor político. O documento, ‘Russian Hybrid Warfare Activities in Europe: Considerations for Congress’, traça um retrato frio de algo que os europeus enfrentam: uma campanha russa de sabotagem, espionagem, ciberataques, interferência eleitoral e violações de espaço aéreo cada vez mais numerosa e severa.
Os números não deixam margem para eufemismos. Segundo o relatório, os ataques híbridos atribuídos à Rússia na Europa quadruplicaram entre 2023 e 2024, e uma investigação independente citada pelos analistas do........
