O Matuto e as 1001 Formas da Bica
O Matuto pela-se por um bom café. É uma das suas paixões respeitáveis. O estado de tranquilidade e bonomia só costuma ser atingido depois do segundo café da manhã. Já Gordon Lightfoot, esse bardo do Canadá, dizia algo similar: “I'm on my second cup of coffee and I still can't face the day / I'm thinking of the lady who got lost along the way”. Para almas mais simples basta “um cafézinho pela manhã e o gosto da Primavera”, como canta Éva Lenoir.
No Brasil, país que tão generosamente acolheu o Matuto no seu seio, o café aparece filtrado em chávena generosa. É o café coado. De origem “gourmet” – palavra da moda. Tudo é “gourmet”! Até existem prédios com varandas (sacadas, no Brasil, por favor) “gourmet”. Muitas padarias - local ideal para um bom café – servem um expresso. Café mais forte.
O Matuto está nestas andanças mentais, enquanto amanhece na Casa das Pontes. Outonou por aqui. O piar da passarada é discreto. Debicam gulosamente as bagas das palmeiras e depressa alçam vôo. Ariscos. As plantas dão um ar da sua graça, mas a friagem trata de lhes cortar as ambições florísticas. A piscina é um corpo líquido expectante. Apenas a Bonnie e o Clyde, um casal de ‘bem-te-vis’, se atrevem a romper-lhe a superfície. Mergulham,........
