Pensos emocionais
Quem nunca viu uma criança pequena vir com o braço ou a perna esticados, mostrar uma mazela acabada de fazer e pedir um penso? A ferida pode não ter sangue, aparentemente o penso pode ser absolutamente desnecessário ou até contraproducente para o processo de cicatrização, mas a criança sabe o que quer e só se sentirá melhor quando sair dali com um belo curativo. De preferência um penso!
Mal é colocado, como que por magia, a dor desaparece e a criança volta a correr para a brincadeira, pronta para outra.
Não é o penso em si que cura. O penso que cura não tem desenhos nem se vende no supermercado ou na farmácia. É um penso feito do olhar do outro, do cuidado, do reconhecimento da dor, do carinho e da dedicação. É um penso que ajuda a reorganizar, a integrar, que permite controlar a dor e dá sentido ao susto e ao receio. Porque nomeia e........
