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Mais tecnologia, mais humanidade: Porque continuaremos a precisar de Professores na era da IA

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14.07.2026

Poucas tecnologias suscitaram tantas expectativas, receios e debates como a Inteligência Artificial (IA). Hoje, multiplicam-se as opiniões, mais ou menos fundamentadas, sobre o seu impacto em praticamente todas as dimensões da vida humana.

Um dos exemplos mais marcantes é a Encíclica Magnifica Humanitas do Papa Leão XIV, dedicada à salvaguarda da pessoa humana na era da Inteligência Artificial. Independentemente das convicções religiosas de cada um, parece existir um consenso alargado de que a tecnologia não é uma força contrária ao ser humano, nem um mal em si mesma. Contudo, também não é neutra: reflete inevitavelmente as intenções, os valores e os interesses daqueles que a concebem, financiam, controlam, regulam e utilizam. Daí a conclusão de Leão XIV de que é necessário “desarmar a IA”, libertando-a das lógicas de competição militar e económica, reduzindo a sua dependência dos grandes monopólios tecnológicos e impedindo que se transforme num instrumento de dominação dos seres humanos, sob as mais diversas formas e nos mais variados contextos. “Desarmar a IA” desafia-nos, afinal, a encontrar e explorar o seu lado solar: aquele que amplia as capacidades humanas sem diminuir a nossa humanidade.

Como muitas vezes já foi demonstrado ao longo da História, parar a evolução tecnológica é simplesmente impossível e até indesejável, mas há que gerir esta evolução para que o lado positivo tenha muito mais impacto que o lado negativo. Por exemplo, o código da estrada regula a circulação dos veículos automóveis, permitindo tirar grandes........

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