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A arte como destino

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22.06.2026

A arte sempre apontou o caminho. Mas também se tornou destino, com países a apostar em exposições site specific, em bienais internacionais ou na criação de roteiros inspirados pela arte, como forma de atração turística. Temos os exemplos da Ilha de Naoshima, no Japão, ou da Bienal de Veneza, em que a arte é o destino.

Em Portugal, continuamos a olhar para a arte como aquele círculo ao qual não parecemos pertencer. A arte nunca foi um ativo do país, não figura sequer na lista dos principais atrativos nacionais, encabeçada, e bem pelo sol, pela história, pelo mar, pela gastronomia e pelos vinhos. Em Portugal, a arte não figura, nem é figurativa. Não existe um claro posicionamento na arte que queremos promover.

Mas, como em tudo, percebemos que Portugal já há algum tempo se vem afirmando pela arte contemporânea. Confesso que o meu olhar........

© SOL