Judiciário brasileiro com o maior desgaste da História
O desgaste dos tribunais superiores no Brasil perante a sociedade é enorme neste momento. No Supremo Tribunal, o comportamento estranho e inusitado do ministro Dias Toffoli no caso da liquidação do Banco Master, que culminou com seu afastamento do processo, revelou a fortuna do magistrado não declarada e de seus familiares mais próximos. Mas, pelo menos, outros quatro ministros revelaram enriquecimento de familiares, advogados com contratos milionários, de atuação discreta a partir da nomeação do parente para a alta corte. No STJ, os processos e denúncias se avolumam e o último escândalo envolve assédio sexual denunciado, provocando o afastamento do magistrado.
Considerando-se a impopularidade, provocar manifestações quando em locais públicos levou nos últimos anos os ministros do Supremo a usar e a abusar dos aviões executivos da Força Aérea. São viagens de final de semana frequentes. Entre as regalias, está ainda segurança 24 horas, durante os sete dias da semana, com custos elevados, pois nas viagens os agentes de segurança acompanham os magistrados ganhando diárias e despesas pagas.
Apesar da crise de credibilidade estar nas mídias, no Congresso Nacional, o ministro Edson Fachin encontra resistência à sua proposta de um código de ética para a magistratura.
• O festival de despedidas da cônsul-geral de Portugal no Rio de Janeiro, Gabriela Albergaria, mostra o sucesso de sua passagem pelo Palácio São Clemente. A tradição da função é de uma sucessão de grandes diplomatas, desde Luís Filipe Castro Mendes, António Almeida Lima e Jaime Leitão.
• As forças vivas da Amazónia, políticos e empresários, acreditam que o presidente Lula vai mesmo usar da legislação e autorizar o asfaltamento da estrada que liga Manaus a Porto Velho, única ligação da capital do Amazonas com o resto do país. Crise inevitável com a ministra Marina Silva, que deixará o ministério para concorrer à reeleição como deputada.
• O ténis no Brasil nasceu há cerca de um século nos clubes Country, no Rio de Janeiro, e Harmonia, em São Paulo, trazido pelos ingleses. Mas há décadas não tinham um jogador relevante como João Fonseca, formado no Country Club, onde seus pais e avós são sócios antigos. Nos anos 80, o clube do Rio de Janeiro teve presença internacional com Ronald Barnes, Jorge Paulo Lemann e os irmãos Pinto Guimarães. João Fonseca está entre os 30 e brilhou no Rio Open. Saiu na simples, mas foi campeão na dupla com Marcelo Melo. Depois que Fonseca saiu na simples a torcida brasileira adotou Jaime Faria, o tenista português que conquistou o público.
• Na viagem de Lula da Silva na Índia e na Coreia do Sul depois do Carnaval, a comitiva tinha a presença de dez ministros e mais de uma dezena de dirigentes de órgãos públicos, distribuídos em dois aviões. Cada deslocamento dos Presidentes brasileiros envolve mais de cem funcionários, entre segurança, assessores, diplomatas e tripulação dos aviões.
• Valorização da bolsa brasileira nas cinco primeiras semanas do ano foi mais de 20%. Mas investidores foram estrangeiros em 80% do movimento.
• Empresas brasileiras estão lançando papéis de dez anos no mercado internacional pagando seis e meio por cento em dólares.
• Repercute a observação da revista The Economist alertando para a ‘brasificação’ da economia na Europa. A revista se refere à dívida crescente, gastos com programas sociais, pouca poupança, altos impostos e perda de competitividade para países asiáticos
