Quando o diálogo deixou de incluir a escuta e a urgência de mudar
O cenário internacional atravessa um dos períodos mais críticos e conturbados da nossa história recente. Assistimos a uma fragmentação profunda do sistema global, onde o multilateralismo e a diplomacia parecem regredir a um ritmo alarmante. As conclusões são do mais recente relatório da Amnistia Internacional, "A situação dos direitos humanos no mundo 2025-26", deixando pouco espaço para dúvidas. O direito internacional está em perigo, com a sociedade civil a enfrentar cada vez mais pressão, acompanhado de uma ascensão de uma ordem global pautada pelo autoritarismo, desconfiança e retrocesso nos direitos fundamentais.
Para inverter este rumo trágico, a resposta não se encontra na difusão de guerras ou na imposição de narrativas ruidosas que vendem a ilusão de proteger a paz enquanto alimentam a divisão. Pelo contrário, a resposta mais radical e eficaz à nossa disposição continua a ser a coragem de dialogar. Contudo, o diálogo efetivo tem de significar a escuta ativa do outro num ambiente de autêntica confiança. O diálogo não........
