Já cheira a eleições?
Nos últimos sete anos, Portugal entrou num período de ciclos políticos cada vez mais curtos. Primeiro, foi a geringonça, que ruiu. Depois, foi a maioria absoluta do PS, que se esfumou. A seguir, foi a AD, que quis forçar novas eleições, à procura de uma maioria absoluta que não teve. E podemos não ter ficado por aqui.
As últimas duas semanas deram-nos dois sinais neste sentido. Na entrevista à CNN Portugal, José Luís Carneiro começou a despir a capa de líder da oposição dos consensos e de defensor da estabilidade política. Sobre o pacote laboral, já se percebeu: o Governo não pode contar com o PS. Respaldado pela UGT – e, não menos importante, pelo próprio Presidente da República –, Carneiro assumiu a posição imobilista de que nada tem de mudar para que tudo fique na mesma. Por isso, chama à proposta do Governo uma ‘contrarreforma’, como se a sua sobrevivência política à frente do PS dependesse da defesa do legado da governação de António Costa.
Mas o sinal mais importante do secretário-geral socialista surgiu durante as perguntas sobre o........
