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A madeira de amanhã começa hoje…

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20.10.2026

Em menos de dez dias, duas experiências em dois extremos da Europa deixaram-me a mesma convicção: o futuro da floresta europeia dependerá da nossa capacidade de chegar aos pequenos proprietários, conquistar a sua confiança e mobilizá-los para uma gestão ativa, responsável e preparada para um clima em mudança.

Em Klaipėda, na Lituânia, o FSC Group-Scheme Managers Meeting reuniu cerca de 60 representantes de 16 países para debater a certificação de grupo, a integração dos pequenos proprietários e o abastecimento responsável de madeira. Poucos dias depois, em Farnham, Inglaterra, o FORADVISE Climate Change Adaptation & Forest Protection International Workshop colocou no centro da discussão o papel dos técnicos e do aconselhamento florestal perante desafios como a seca, o fogo, as tempestades, as pragas e as doenças.

As duas experiências falam-nos, afinal, do mesmo desafio: precisamos de chegar aos proprietários e, quando chegamos, temos de lhes levar conhecimento, apoio técnico e razões para continuarem a investir na sua floresta.

A Europa vai precisar de madeira para a construção, para a bioeconomia e para uma indústria que procura alternativas a materiais de origem fóssil. Mas essa madeira não poderá vir apenas das grandes áreas florestais já organizadas. Terá também de vir dos milhares de pequenos proprietários que hoje permanecem afastados da gestão ativa e que, muitas vezes, apenas voltam a olhar para a sua propriedade quando chega o momento de realizar um corte.

Portugal conhece particularmente bem esta realidade. A fragmentação da propriedade obriga-nos a trabalhar........

© Sapo