A revolução como work in progress
Raquel Varela descreve-se como uma socialista radical. Assim, é sem surpresa que remete as recentes manifestações no Porto e no país para um processo revolucionário. A revolução é linda, podia ler-se num cartaz na praça D. João I. Atores políticos, provenientes do Bloco e do PC nacionais, sombras originadas pelos motins levados a cabo pela mão da La France Insoumise, cantam e festejam os ecos das Bella Ciao. Juntam-se aos cantares das Grândola, e de repente surgem os sonhos de um novo PREC.
A crer na repulsa que sentem pelos resultados das urnas, estão a um passo de sequestrar o Parlamento, de emitir mandados de busca em branco (procurando Pedro Duarte?), de ocupar casas e fábricas (se as houvesse) e de cercar congressos dos partidos denominados fascistas, entre os quais, sociais-fascistas e neofascistas. Nas palavras daquela historiadora, o que se deve questionar é porquê só agora?
Convém perguntar, a certa altura, quem são os inimigos do povo. Os candidatos são vários: Israel, o governo, o aquecimento global, o custo de vida e dos........
