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A anti-ecologia de São Francisco de Assis

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25.08.2026

Em várias culturas, assistidas por diferentes religiões, acredita-se no conceito de metempsicose. Contrariamente à transmigração, aquele termo indica a capacidade ou a circunstância cósmica e universal de um espírito reencarnar num ser qualquer, e não apenas em outro ser humano. Assim, numa existência um eu pode ser um homem ou mulher e na seguinte, de acordo com as ações e suas consequências, a alma bem poderá pousar no corpo de um animal. Percebe-se, nesse sentido, o acautelar da vida animal: nunca se sabe se numa próxima existência encarnaremos numa besta. Este pensamento antigo, muito associado ao Oriente, tem atualmente alguns discípulos entre nós. O partido PAN, por exemplo, no princípio de inspiração budista, defende intransigentemente a vida, o respeito e o cuidado por todas as criaturas, sencientes e não-sencientes.

Esta motivação egoísta, hoje muito diluída por uma ideologia radical e anticapitalista, deu capacidade teórica a uma ecologia agressiva, por vezes terrorista, em que os animais são colocados num pedestal e a natureza endeusada em nome de uma purificação ancestral e de uma conceção pré-rafaelita da existência. A premissa unânime dos verdes de qualquer tipo é que o fim do planeta se aproxima rapidamente. A poluição das cidades, a devastação das florestas, o aquecimento global são os temas atirados nos debates com a intenção de provocar, na assistência o medo, e no oponente o desarme intelectual – então, não é inegável que os gráficos mostram à saciedade que a este ritmo o nosso planeta enfrenta, depois da sobre-exploração, a consequente extinção?

Conforme referi, esta visão deixou paulatinamente a parte religiosa no exterior, passando a assentar em esquemas exclusivamente políticos. A ideia base eleitoral, partindo de uma perspetiva açambarcadora de tudo avaliar e legislar pela Natureza, sofreu uma inflexão, alargando-se o........

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