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Parasitas, Papões e habitação

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16.10.2026

Uma casa, uma morte e uma bandeira.

Maricarmen Abascal tinha 87 anos e vivia em Madrid desde 1956, com um contrato de renda antiga assinado pelo pai. O prédio foi vendido a um fundo e o caso arrastou-se em tribunal até ao despejo de 23 de setembro, transmitido em direto. Morreu a 7 de outubro, pouco depois de se ter conseguido um acordo que lhe permitiria regressar a casa. Chegou tarde demais. É uma tragédia humana, com um problema de base: uma justiça lenta, que deixou arrastar durante anos o que devia ter sido decidido muito antes.

Mas a esquerda não quis justiça, quis uma bandeira. Pegou no caso para vender a ideia de que um arrendamento pode, ou melhor, deve ser renovado sem fim, até apagar o direito de propriedade do verdadeiro dono da casa. Resultados? Dois decretos com o nome dela, chumbados no Congresso, e eleições à porta. Da indignação sobrou um decreto morto, uma crise política e nenhuma casa. Maricarmen serviu de cartaz. Em Portugal, querem copiar o guião.

Os números que ninguém grita

O problema é real. No segundo trimestre de 2026, o preço das casas subiu 16,5% face a um ano antes, segundo o INE,........

© Sapo