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Médio Oriente: todos têm as suas razões e ninguém tem razão

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19.04.2026

Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt

Não vale a pena tecer considerações sobre os conflitos que afligem o Médio Oriente (e o mundo, todo o mundo), porque as decisões dos envolvidos – Irão, Estados Unidos, Israel, Líbano, Hezbolah, e outros – têm mudado continuamente. Por exemplo, neste momento (sábado, 18 Abril, dezassete horas em Portugal), o Irão tem o estreito de Ormuz fechado, 20 minutos depois dos Estados Unidos o declarar aberto. Há uma trégua de 10 dias entre Israel, Líbano e Hezbolah, que pode ser interrompida antes de acabar estes comentários. Não só as decisões mudam à velocidade da luz, como os motivos para as tomar mudam constantemente. Além disso, há outras partes, como por exemplo a NATO, ou os países europeus, ou a China, também fazem afirmações efémeras como se fossem definitivas.

Oficialmente, decorrem vários conflitos, um entre Irão e Estados Unidos, outro entre Irão e Israel, mais um entre Israel e o Líbano, entre Israel e o Hezbolah e entre os países do outro lado do Golfo e os iranianos. Os países europeus oferecem-se para várias operações, como ajudar a desminar o estreito de Ormuz, enquanto a NATO insiste que não é parte interessada e discorda dos Estados Unidos, que se queixam que a Aliança não está a fazer o que devia.Para dar sal a esta receita com vários sabores, o que cada um dos intervenientes diz pode não corresponder ao que pensa e quer.Neste momento chega a notícia de que o Irão acaba de bombardear um petroleiro inglês, logo a seguir a fechar o estreito, que esteve aberto durante uma breve trégua entre americanos e........

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